Alimentação e Fertilidade:

Sabemos bem que a alimentação adequada é fundamental para o equilíbrio de todo o organismo. Sendo assim, vai impactar em todas as funções do nosso corpo.
Fertilidade é o termo empregado para categorizar a capacidade de produzir vida
A infertilidade atinge 50 a 80% das pessoas. (30% dos homens e 30% das mulheres). Estima-se que de 10 a 15% dos casais de todo o mundo apresentem infertilidade. Essa estimative tende a aumentar. No Brasil, a estimativa é que 278.000 tenham dificuldades para gerar filhos.
Considerando as estimativas acima, o número de pesquisas na área também evoluiu. Os resultados dessas pesquisas têm demonstrado que o baixo peso e a obesidade são os problemas nutricionais que mais parecem interferir na saúde do sistema reprodutor em países desenvolvidos.
O Estado nutricional adequado é um determinante crítico do início e manutenção da função reprodutiva normal. Isso porque, tanto a desnutrição como o sobrepeso podem levar a distúrbios hormonais, desequilíbrios entre nutrientes, aumento da inflamação, resistência à insulina (que pode ser causada por sobrepeso ou consumo exagerado de carboidratos simples e açúcar), dificuldade ou ausência de ovulação e alteração da quantidade ou qualidade dos espermatozoides - que podem aumentar o tempo ou impedir que uma gestação ocorra de forma natural.
O excesso de peso no homem pode interferir na espermatogênese (a produção de espermatozoides), alterar algumas características do sêmen, afetar a função endócrina e levar à disfunção erétil causada pelas alterações no perfil hormonal.
 Estudos mostram que outros fatores também podem estar relacionados com o tempo para alcançar a gestação, como o tabagismo, o consumo excessivo de álcool e cafeína e a prática inadequada de atividade física.
 Outro aspecto que deve ser considerado é o acúmulo de carga tóxica no nosso organismo, que a longo prazo pode interferer na fertilidade. Essas toxinas podem ser provenientes de metais pesados presentes no ambiente (chumbo, arsênio, mercúrio,…),  aditivos presentes nos alimentos, poluição, estresse, fumaçã, queimadas, etc…
A deficiência de nutrientes importantes para a manutenção das funções reprodutoras, seja ela superior ou inferior às recomendações diárias, pode ter relação com a má qualidade, a baixa concentração, a alteração da forma e a produção de espermatozoides. No caso das mulheres pode interferer na ovulação e fixação do óvulo.
O zinco é um mineral essencial para o funcionamento do sistema reprodutor masculino e feminine e sua deficiência pode estar associada com a diminuição dos níveis de testosterona.
 Nos homens, a concentração de zinco no esperma é extremamente alta. Em homens com problemas de fertilidade, essas concentrações são consideravelmente menores. Além disso, muitos estudos mostram que o ajuste dos níveis de zinco pode auxiliar em casos de infertilidade masculina. O zinco esta presente nas carnes, peixes, leite, queijos, feijões, oleaginosas e semente de abóbora.
 Os espermatozoides e os óvulos, sofrem ação dos radicais livres. Altas concentrações destes compostos podem danificar suas estruturas. Este desequilíbrio tem sido considerado como uma das possíveis causas que levam à infertilidade. Para prevenir ou minimizar a ação desses radicais livres sobre o sistema reprodutor, é necessário incorporar uma dieta rica em antioxidantes, presentes em frutas, verduras e legumes. Estudos mostram que a ingestao adequada de vitamina C (presentes nas frutas cítricas), Vitamina E (presentes nos óleos e castanhas), selênio (presente na castanha do pará) e antocianidinas (presentes nas frutas vermelhas), podem desempenhar um papel protetor de todo o sistema reprodutor, mantendo a sua saúde.

 



   

“A presente orientação não dispensa o atendimento presencial com um
nutricionista”
OBS: A presente orientação não dispensa o atendimento presencial com um nutricionista.